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VELHO GUARDIÃO JAPONÊS NA AMAZÔNIA? EPERA AI, EXPLICA ISSO MELHOR…

 

Video exibido pela BBC Brasil

Parece brincadeira né? Mas, não é, na cidade de Velho Airão, na Amazônia, um japonês cuida para manter a história desse lugar.

 

A cidade que tinha como nome original Santo Elias do Jaú, Airão Velho, hoje é conhecida como a cidade fantasma do Amazonas. Fundada em 1694, ela foi a primeira povoação portuguesa as margens do Rio Negro. Essa foi uma das áreas mais importantes desde a descoberta do Brasil até a segunda Guerra Mundial. Isso porque Airão concentrava toda a produção de látex do alto Rio Negro, do Rio Jaú, dos seus afluentes, do Rio Branco e até de vilarejos perto de Boa Vista, em Roraima. Sendo assim, era a maior fonte de borracha para a fabricação de pneus e materiais cirúrgicos.

 

Mas, como fim da guerra, os ingleses começaram a comprar látex da Malásia, e os produtores locais faliram. Com a decadência do ciclo da borracha os moradores foram aos poucos abandonando a cidade.

Para acelerar o processo de esvaziamento da cidade um político da época teria dito que a população estava sendo devorada por formigas de fogo e pediu a ajuda para mudar a sede do município. Se a história colou ou não a gente não sabe, mas a verdade é que a partir de 1950 a população começou a ser transferida para onde hoje é Novo Airão.O último morador deixou Airão Velho em 1985 …

No entanto, o seu Shigeru Nakayama, um japonês, uma espécie de ermitão estaria lá hoje guardando a vila. Chegar as ruínas de Velho Airão não é nada fácil, são cerca de 3 horas de viagem em  uma lancha voadeira, partindo de Novo Airão.

Como toda cidade fantasma que se presa Airão Velho também tem suas histórias…. Outra possibilidade para os moradores terem abandonado a cidade seria por causa dos fantasmas de índios escravizados que vivem no local.

O que sabemos é que Airão Velho guarda nas suas ruínas camadas de histórias. Como pinturas rupestres deixadas por povos indígenas que habitaram o lugar há milhares de anos.

Aqui os portugueses também construíram um importante entreposto comercial que iria crescer ainda mais com o ciclo da borracha no início do século passado. Mas, tudo isso hoje são apenas ruínas. Ruínas da igreja, da escola, das casas, dos prédios municipais e até mesmo do cemitério… Tudo sendo tomado pela floresta… Um labirinto de raízes e cipós.

 

Matéria Exibida na BBC

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